Voltei

Voltei
Título: Voltei
Autor: Francisco Cândido Xavier
Pelo Espírito: Irmão Jacob
Género: Desenvolvimento Pessoal e Espiritual
Editora: FEB
Observações: Edição em 2006. Lançado em 1949

Depois de Nosso Lar, este será um dos livros mais recomendados para quem quer saber como é o ‘lado de lá’ da vida. Mais do que responder à sempre eterna pergunta de se há vida além da morte, Voltei é uma obra com um motivo adicional de interesse por chamar a atenção para as condições de desencarne de espíritas. Não têm sido poucos os alertas sobre a forma como os espíritas estão a desencarnar, pois mais do que pregar, as lições espíritas são para aplicar e vivenciar.

Voltei  é daqueles livros que nos mete no lugar e que, dado que andamos sempre muito à volta de questões de ego, deveríamos ler a cada dois meses. Deveria ser lido como lembrete daquilo que realmente importa.  A personagem principal do livro foi espírita na sua última reencarnação, pelo que nos avisa sobre factos como ouvirmos com pouca humildade e agirmos com pouco proveito. Relata-nos sobre o seu desencarne e o que acontece depois dele. Explica o desligamento do corpo físico, de que forma sucede o reencontrar de amigos e como se dá o intercâmbio mediúnico.

Sobretudo, este livro é um apelo comovente à necessidade do nosso aprimoramento interior acima de qualquer coisa que façamos enquanto encarnados no planeta Terra.

Citações

“O Criador é Deus , Nosso Pai. Somos simples instrumentos dos desígnios sábios e justos d’Ele. As invenções continuam na esfera transposta (…) Agora, meu caro Jacob, não será a ocasião de inventarmos a lâmpada divina e eterna que funcione, para sempre, dentro de nós mesmos?”.

“A morte não nos conduz a tribunais vulgares, e sim, à própria consciência e que, dentro de mim mesmo, encontraria, de acordo com os conhecimentos evangélicos hauridos no mundo, os pontos vulneráveis do meu espírito, de maneira a corrigi-los.” (p.99).

“Que seria da existência humana se todos os homens guardassem consigo a certeza de que vivem rodeados pela ‘nuvem de testemunhas espirituais’? ”  (p.81)

“Enquanto nos debatemos na lida material, quase nunca nos recordamos de que somos seguidos pelo testemunho do plano espiritual, nos mínimos actos da existência. Falamos, com referência aos Espíritos, com a desenvoltura das crianças que se reportam aos pais a propósito de insignificantes brinquedos. Senti-me repentinamente envergonhado” (p. 41).