Quem somos

Invisibillis é um projeto editorial de cariz interdisciplinar sobre a vida humana a partir da perspetiva do espírito. Os temas abordados exploram as interceções da realidade espiritual com os domínios da ciência, da religião e da filosofia. Esclarecem ainda sobre o que é o Espiritismo, o trabalho na Casa Espírita e o impacto da mediunidade na saúde e bem-estar das pessoas.

Os textos publicados são da autoria de Carlos Figueiredo. São versões modificadas de artigos da mesma autoria publicados no Jornal Espírita desde 2010 durante um conjunto de anos. Este jornal é da responsabilidade da Associação Social Cultural Espiritualista (ASCE) em Viseu.

Invisibillis é um projeto independente e da responsabilidade do autor dos textos publicados.

Convite às artes

A interdisciplinaridade deste projeto é enriquecida pela interpretação artística. Os trabalhos apresentados alertam-nos para a importância da observação da realidade a partir de diferentes perspetivas.

O trabalho artístico é da autoria das pessoas mencionadas. Os autores são desafiados à participação de forma voluntária podendo fazê-lo com trabalhos originais ou do seu espólio. E independentemente do entendimento pessoal sobre os assuntos tratados nos artigos publicados, é a metáfora que a imagética artística consegue alcançar que se busca nesta participação.

Livros

“Livros” é a proposta de curadoria literária do Invisibillis que visa apoiar o encontro e a escolha. Os critérios são o conhecimento prévio do trabalho realizados pelo(s) autor(es) e as suas bases de conhecimento à luz do Espiritismo explicitado nas obras de Allan Kardec.

Esta é uma secção orientada para quem procura a novidade, busca saberes mais específicos, interdisciplinares ou integrativos. Eliminar o vácuo de conhecimento sobre mediunidade e espiritualidade vazada na razão é um dos objetivos.

Assim, a par dos artigos publicados, a secção Livros reforça o corpo de saberes que conciliam o conhecimento humano com o dos Espíritos. Apresenta obras psicografadas (ditadas pelos próprios Espíritos aos médiuns que reproduzem as suas ideias) e obras que resultam do trabalho de pesquisa e análise dos autores que as concebem.

A literatura Espírita é vasta e exigente, tanto ao nível do entendimento do seu vocabulário e nomenclatura, como da apreensão da mensagem. Ao ignorarmos que somos um espírito que vive sucessivas experiências corpóreas concebemos ciência, filosofia e religiosidade com base em premissas incapazes de fundamentar a ampliação da saúde e do bem-estar humano.

O trabalho de curadoria, que implica a seleção de obras e produção ou validação de textos de apresentação tem a preciosa colaboração de Filipa M. Ribeiro.

Porquê o Invisibillis?

Compreender a vida terrena a partir do espírito que somos a habitar um corpo é difícil. Todos fomos fortemente educados para não ver, para questionar pouco, para aceitarmos o que nos é servido pelas tradições religiosa e sociocultural. Neste contexto, o Espiritismo surge como instrumento para a instrução intelectual e moral. Por ele podemos tornar-nos melhores observadores de nós mesmos e compreender que não há castigo, sorte ou azar, mas oportunidades que impulsionam mudança (no íntimo) e aprendizagem, na decorrência da lei de causa e efeito. Quem o afirma são os Espíritos que se comunicam e que intervêm na nossa vida quotidiana: intuindo, inspirando ou condicionando. Neste aspeto, o Invisibillis aborda o conhecimento da doutrina espírita na imersão do nosso viver.

O ser humano, mergulhado num frenesim de querer e fazer sempre mais e mais, de viver apenas no imediato e condicionado pelo materialismo, tem dificuldade em relacionar-se e encontrar-se com Deus, sobretudo, em estar consigo mesmo. Continua sem conseguir responder de forma cabal às questões: o que sou? de onde vim? para onde vou? A inovação da mensagem de Jesus sobre a vida e sobre como viver a partir da ótica do espírito, e não do corpo e das paixões do ego, tardam a ser assimiladas. A morte como fim não existe, mas morremos, e depois podemo-nos comunicar. Há que compreender isto. Sobre estas facetas, o Invisibillis tenta simplificar ideias e eliminar preconceitos.

Os espíritos comunicam-se através de uma faculdade natural designada por mediunidade, que se expressa ao nível da sensibilidade humana. Por exemplo, os homens de génio são médiuns em graus e formas diversas. Muitos de nós também o somos. Na verdade, nunca estamos sós e a criação é sempre cocriação. Resulta daqui uma faculdade que deve ser posta em favor, também, da caridade, da empatia, de um melhor uso da sensibilidade para uma solidariedade mais ativa. É importante analisar e compreender o fenómeno da mediunidade, educá-la e usá-la como instrumento de trabalho e de cura. Nesta expressão, o Invisibillis explica a ciência da mediunidade e a sua prática, regulada, nomeadamente a partir da Casa Espírita.

A interdisciplinaridade liga diferentes tipos de conhecimento, combinando a ciência (i.e., que observa e explica os factos), a psicologia (i.e., colocando o indivíduo como observador de si mesmo pela autoanálise do ego, Self e sombra), a filosofia (i.e., que questiona e clarifica sobre o propósito da vida), a religião (i.e., no sentido de religação a Deus) e o Espiritismo (i.e., que esclarece os ensinamentos do Cristo sem negar a Ciência e reforçando a necessidade de conciliar os progressos intelectual e moral). E como só há uma realidade, é nas dobras do nosso inconsciente que residem as respostas sobre o que nos parece invisível. De forma modesta, o Invisibillis procura lançar novas questões. E pelo recurso à metáfora visual busca evidenciar as diferentes perspetivas que a mesma realidade pode conter, mediante seja o ângulo de observação.

Cabe a todos o trabalho de querer saber mais e conhecer-se melhor pela exploração de novos prismas. Cabe a cada um a compreensão que a soma das partes é mais que o todo. Porém, culturalmente, muitos de nós ainda assumimos, apenas, o todo a partir do dogma, do senso comum, ou o que nos dá a observação a partir da matéria – negligenciando toda a realidade espiritual que somos, e que é perene, enquanto a material é transitória. Significa que muitos ainda insistem, unicamente, na observação da menor e menos interessante das partes.

O convite ao questionamento, ao estudo rigoroso dos factos e à análise das evidências sobre a realidade espiritual, nomeadamente aquela que a ciência não tem como medir com meios que apenas medem a realidade material, são alguns dos motivos para que o Invisibillis exista.

Em suma, o Invisibillis é um meio online de divulgação do Espiritismo e da Mediunidade de forma interdisciplinar com outros domínios do saber, nomeadamente Ciência, Psicologia e Filosofia, mas também o religioso. Porém, nada do que aqui se publica seria possível sem o trabalho abnegado, persistente e de esclarecimento realizado na Casa Espírita, em particular, o que tenho obtido na Associação Social Cultural Espiritualista (ASCE), em Viseu.