Trilhas da Libertação

Trilhas da Libertação
Título: Trilhas da Libertação
Autor: Divaldo Franco
Pelo Espírito: Manoel Philomeno de Miranda
Género: Desenvolvimento Pessoal e Espiritual
Editora: FEB
Observações: 1ª edição, 1996

Esta obra ajuda o leitor a compreender a temática da obsessão, nomeadamente no contexto dos médiuns, trabalhadores da Casa Espírita, entre outros. A partir de três vivências distintas, que se entrecruzam, somos confrontados com as realidades não visíveis da obsessão. A par das narrativas sobre o impacto na vida de cada um e na orgânica da Casa Espírita, esta obra revela a forma velada como os espíritos obsessores usam a fraqueza moral, a invigilância de pensamentos e o desvio do comportamento ético como mola para ferir. Revela igualmente o trabalho incansável dos Espíritos Protetores para contrariar essas investidas e o modo como tudo se organiza, com ordem e disciplina, planeadas a partir das colónias espirituais superiores.

O Espírito Manoel Philomeno de Miranda, profundo conhecedor do fenómeno da obsessão e narrador desta obra, traz-nos importantes ensinamentos sobre a Medicina Holística e como esta responde a este fenómeno, nomeadamente as suas implicações, por exemplo, na Epilepsia, mas não apenas.

 

Citações

“Na obstante, porém, luz, nesta época, o Consolador, e em toda a parte doutrinas de amor e paz inauguram a Nova Idade na Terra, convidando o homem ao mergulho interior, ao rompimento dos grilhões da ignorância, à solidariedade, ao bem… A ciência dá as mãos à moral, e a filosofia redescobre a ética, para que a religião reate a criatura ao seu Criador em um holismo profundo de fé, conhecimento e caridade, numa síntese de sabedoria transcendental.

“Tudo marcha na direção de Deus, é inelutável.

A Grande Causa, a Inteligência Suprema, é o fulcro para o qual convergem todos, mediante a vigorosa atração da Sua própria existência.

“As lutas de oposição desaparecem com relativa rapidez, rompendo-se as barricadas e trincheiras que se tornam inúteis. A trajetória do progresso é irrefreável. Só o Amor tem existência real e perene, lei que é da vida, por ser a própria Vida.”” (p. 99)

 

“— “A epilepsia é conhecida desde remotas eras, particularmente na antiguidade clássica, quando se acreditava que Hércules fosse epilético, daí se derivando a designação de morbus hercules. É também sabido que as sacerdotisas experimentavam convulsões de caráter punitivo, dando origem ao morbus divinus. Por muito tempo acreditou-se na influência da lua como desencadeadora de crises, facultando a denominação de morbus lunaticus e, por fim, entre outros nomes e causas, o morbus de-moniacus, por suposição de que os pacientes eram possuídos por seres demoníacos. Nessa última classificação, incluímos os episódios mediúnicos-obsessivos, que certamente alguns psiquiatras e neurologistas não consideram legítimos.

“A história da epilepsia é longa e tem raízes profundas nas sutis engrenagens do Espírito, qual o caso da nossa Adelaide. O estudo dos efeitos e da sua psicogênese necessita avançar no rumo das estruturas originais do ser humano, a fim de serem detectados os fatores desencadeantes verdadeiros como veremos.

“Abandonando a hipótese obsessiva, a ciência médica refere-se a epilepsias reflexas, por traumatismos cranianos, por tumorações no sistema nervoso central, endócrinas, tóxicas e emocionais…

“De acordo com as síndromes – conjunto de fatores etiológicos – que facultam o surgimento da forma sintomática, acredita-se naquela denominada essencial ou idiopática, que seria efeito de manifestações constitucionais, não obedecendo às gêneses estabelecidas, porém derivada de fatores hereditários.”

Silenciou por momentos e deu curso às informações oportunas.

“A epilepsia não perturba a inteligência, podendo encontrar-se pacientes idiotas como intelectualizados. Lamentavelmente, como irrompe de surpresa, leva sua vítima a complexos de inferioridade, graças à insegurança em que vivem, não sabendo quando pode ocorrer um episódio ou crise. Esse caráter faculta-lhes reações inesperadas, mesmo em decorrência de acontecimentos de pequena monta.

Tal crise pode ser precedida de uma aura psíquica, sensitiva, sensorial, motora, mediante pequeno tremor, visões, percepções de sons inexistentes, falsas sensações gustativas, olfativas, tácteis, cenestésicas… Alguns pacientes, às vezes, pressentem o ataque em razão de determinadas percepções…

“O epilético pode ser vítima de impulsos inesperados, que o levam a atitudes criminosas e até mesmo automutiladoras, qual ocorreu com Van Gogh, que decepou uma orelha depois de acirrada discussão com Gaugin.

“Há muitos outros fenômenos patológicos e criminosos que decorrem da epilepsia — desnecessário aqui serem apresentados.” (p. 272/3)