Uma boa parte das acções que realizamos diariamente tem como foco a concretização da felicidade. Ninguém, dotado de bom-senso e juízo, deseja qualquer forma de infelicidade para si mesmo. A presença da autocrítica em todos e cada um de nós evidencia que somos cientes da existência de um padrão que muda consoante a cultura e o tempo, através do qual julgamos e somos julgados constantemente. Esse padrão apresenta sempre algum paradigma de felicidade ou perfeição elevada, seja em termos físicos, vitais, emocionais ou intelectuais, consoante a sociedade e o tempo em que vivemos. A busca do ideal da perfeição é o que dá corpo à espiritualidade humana. Esse desejo, e o natural contentamento que dele surge, são rasgos comuns a todos os humanos.
Porém, as várias formas e sugestões que o mundo nos tem oferecido para esta busca acabam, de uma forma ou de outra, por nos deixar tão centrados em nós mesmos, tão obcecados com o nosso pequeno microcosmo individual, que não percebemos o quanto essa busca nos pode alienar dos outros e do mundo à nossa volta, e o quanto ela é tóxica, viciante e ineficiente. Pelo caminho, vamos caindo de armadilha em armadilha, cada uma mais insidiosa do que a outra ficando viciados em produtos e promessas.
Este livro recorre a ensinamentos centrais da mensagem evangélica de Jesus e, para cada um deles, explica como podem ser utilizados para resolvermos os problemas conscientes e inconscientes que nos assolam a mente, a personalidade, o comportamento e o pensamento. É, pois, mais um valioso contributo para entendermos um pouco mais do profundo alcance de ensinamentos veiculados de forma tão simples por Jesus.
Citações
“Jesus-Homem não apresentou métodos, técnicas, condutas especiais para conseguir-se o Reino. Ele é tudo isso, viveu todas essas expressões, apontando as muitas moradas que existem na Casa do Pai” (p. 41).
“(…) o Mestre que vivencia todas as informações de que se faz mensageiro. Jamais a sombra coletiva dos tempos em que viveu assumiu qualquer papel no comportamento que mantinha diante daqueles que O buscavam” (p. 45).
“O amor, que significa conquista emocional superior, rompe a densidade da ignorância, enquanto a oração dilui as espessas ondas escuras que envolvem o discernimento” (p. 61)
“O ódio aprisiona aquele que o mantém em relação a quem lhe padece a injunção penosa. Sendo recíproco, torna-se cadeia cruel para ambos. Caso, no entanto, algum dos envolvidos na situação perturbadora consiga superar os sentimentos doentios, evidentemente sairá dessa cela escura planando noutro espaço de claridade e vida. E isso dá-se mediante o resgate pelo amor ao seu próximo, àquele mesmo a quem feriu, impensadamente ou não, procurando reabilitar-se” (p. 90).
“Comprometido com os Imortais que têm a tarefa de apressar estas horas, o trabalhador convidado pela consciência lúcida do dever é estimulado a superar o ego e investir as suas melhores energias na vivência e divulgação da Mensagem Evangélica sem jaça” (p.203).
