Ação e Reação

Ação e Reação
Título: Ação e Reação
Autor: Francisco Cândido Xavier
Pelo Espírito: André Luís
Género: Ciência espírita
Editora: FEB / FEP
Observações: Edição 2013

Sabe o que são débitos estacionários? Sabe que, no plano espiritual, existem instituições que funcionam como estufas nas quais criaturas desencarnadas dormem grandes sonos enquanto as suas consciências não despertam? Há sim, espíritos que atravessam experiências que, aos nossos olhos, são duras e terríveis, mas também lógicas e justas de acordo com a lei de acção-reacção.

“Ação e Reação” está incluído na série de obras psicografadas por Chico Xavier e atribuídas ao espírito André Luiz. O livro aborda temas relacionados à lei de causa e efeito, também conhecida como lei de ação e reação. A obra explora conceitos espíritas sobre como as nossas ações na vida presente e em vidas passadas têm consequências, influenciando as nossas experiências e emoções futuras.

Os relatos contidos em cada capítulo retratam as zonas espirituais onde desencarnados em perturbação estagiam até alcançarem os primeiros socorros e novas oportunidades pela reencarnação. Em cada capítulo o autor demonstra como a justiça divina actua de uma forma muito mais ampla do que se possa imaginar. Esses relatos abrangem um intervalo de três anos durante os quais o Espírito André Luiz residiu na Mansão Paz, um estabelecimento localizado na colónia Nosso Lar, dedicado ao auxílio de almas em sofrimento provenientes de áreas próximas à Terra. Ao longo desse período, André Luiz depara-se com diversos exemplos que ilustram a lei de causa e efeito. Esses casos demonstram como a existência atual de um indivíduo na Terra está intrinsecamente ligada às suas vivências passadas, ao mesmo tempo em que ressaltam como as ações do presente moldarão inevitavelmente as circunstâncias futuras.

 

Citações

“(…) a questão é de tempo. À medida que nos demoramos aqui na organização  perispirítica, no fiel cumprimento das nossas obrigações para com a Lei, mais se dilata o poder mnemónico. Avançando em lucidez, abarcamos mais amplos domínios da memória. Assim é que, depois de largos anos em serviço nas zonas espirituais da Terra, entramos espontaneamente na faixa de recordações menos felizes, identificando novas extensões do nosso ‘karma’ ou da nossa ‘conta’ e, embora sejamos reconhecidos à benevolência dos instrutores e amigos que nos perdoam o passado menos digno, jamais condescendemos com as nossas próprias fraquezas e, por isso, vemo-nos impelidos a solicitar das autoridades superiores novas reencarnações difíceis e proveitosas, que nos reeduquem ou nos aproximem da redenção necessária” (p. 102).

“(…) todas as criaturas vivem cercadas pelo halo vital das energias que lhes vibram no âmago do ser e esse halo é constituído por partículas de força a irradiarem por todos os lados, impressionando-nos o olfacto, de modo agradável ou desagradável, segundo a natureza em que se expressam “ (p. 66)

“(…) a reencarnação no resgate é também recapitulação perfeita” (p. 207)