“O que o médium poderá fazer para diminuir as cores anímicas da faculdade de que é portador?” É com base na resposta de Divaldo Franco a esta questão que todo este livro se desenvolve recorrendo quer a literatura científica na área da Psicologia quer na obra de Joanna de Ângelis. Na obra encontramos relatos de experiências e estudos sobre temas psicológicos e mediúnicos à luz do espiritismo, relacionando-os com os seguintes temas: Oração, Meditação, Ação e Estudo. De forma concisa, mas sem faltar ao rigor científico, explica conceitos complexos, constituindo um excelente contributo para uma prática mediúnica bem sustentada.
Citações
“(…) conhecer a si mesmo não é pura e simplesmente levantar defeitos e qualidades, mas sim entender o porquê das reacções e comportamentos e tirar conclusões do estudo das particularidades.
Deve-se fazer auto-análise sem julgamentos, sem condenações. O ideal é que o indivíduo seja capaz de criar uma dualidade entre o observador e o observado como se fossem entidades diferentes. E assumir, na análise, a postura de espectador” (p.54).
“Através da concentração, da oração, da meditação, e durante alguns transes nas tentativas das experiências mediúnicas, o inconsciente faculta a liberação de várias das impressões que nele jazem, dando origem aos fenómenos anímicos, estudados cuidadosamente por Kardec” (p. 79)
“A meditação faz parte das pessoas que compõem os grupos mediúnicos?
Sim. Tanto da preparação que objetiva resultados de curto prazo como também, e principalmente, da que visa êxitos de longo prazo. O Exercício da meditação promove eficazmente o aperfeiçoamento mediúnico em linha recta, de forma mais produtiva e equilibrada, sem vacilações, que são decorrentes da falta de hábito de aquietar-se (…)
É ponto pacífico que as comunicações mediúnicas de qualidade requerem do médium mente tranquila e emoções harmonizadas (…) apenas assim a mediunidade se estrutura adequadamente e se aperfeiçoa. Essa é a verdadeira educação do medium” (p. 110)
