Estamos perante um manual técnico dirigido a médiuns e estudiosos do Espiritismo e que visa esclarecer os processos mediúnicos, contribuindo para uma prática mais consciente e responsável da mediunidade. Privilegiando os aspectos técnicos e científicos dos fenómenos mediúnicos, o livro apresenta uma análise detalhada dos processos que envolvem a comunicação entre os planos físico e espiritual.
A obra explora os fundamentos energéticos da mediunidade, explicando como se processam as ligações entre médiuns e entidades espirituais através de conceitos como o perispírito, emanações fluídicas, fluido cósmico, corrente elétrica e mental, onda mental, reflexo condicionado, entre tantos outros. André Luiz descreve, assim, os mecanismos subtis que permitem as diversas modalidades mediúnicas, desde a psicografia até às manifestações de efeitos físicos.
De salientar a perspectiva que procura conciliar os ensinamentos espíritas com conceitos da física e da biologia, oferecendo explicações sobre como a mente atua sobre a matéria através de campos electromagnéticos e energias subtis.
Citações
“E superpondo-lhe à grandeza indevassável, encontraremos a matéria mental que nos é própria, em agitação constante, plasmando as criações temporárias, adstritas à nossa necessidade de progresso. (p. 37)
“Assim é que o halo vital ou aura de cada criatura permanece tecido de correntes atómicas sutis dos pensamentos que lhe são próprios ou habituais, dentro de normas que correspondem à lei dos “quanta de energia” e aos princípios da mecânica ondulatória, que lhes imprimem frequência e cor peculiares.(p.39)
“Nesse estágio evolutivo, permanecem milhões de pessoas – representando a faixa de evolução mediana da Humanidade – rendendo-se, cada dia, ao impositivo do sono ou hipnose natural de refazimento, em que se desdobram, mecanicamente, entrando, fora do indumento carnal, em sintonia com as entidades que se lhes revelam afins, tanto na ação construtiva do bem, quanto na ação deletéria do mal, entretecendo-se-lhes o caminho da experiência que lhes é necessária à sublimação no porvir. (p. 134)
