Expandir o raciocínio é relativamente simples, mas bem mais difícil é iluminar o nosso raciocínio, como nos exorta Emmanuel no prefácio da obra Os Mensageiros, um livro psicografado em plena II Guerra Mundial, num tempo em que as maiores inteligências do século XX projetaram a bomba atómica.
Como toda a série de André Luiz, também em Os Mensageiros são descritos os ambientes espirituais que estão muito próximos da Terra, até porque a maioria dos encarnados é composta de espíritos de terceira ordem. Neste livro, como em toda a série, não são descritas regiões angélicas, mas sim regiões e ambientes com espíritos que vieram da Terra, que já aprenderam em colónias espirituais, no caso o Nosso Lar, voltaram à Terra e falharam de novo. E nós, leitores, temos o privilégio de poder aprender com esses erros que também foram os nossos. Porque “ninguém pode trair as leis evolutivas”, lemos logo no prefácio escrito por Emmanuel.
Nesta obra, guiados pelos claros relatos de André Luiz, somos esclarecidos, com casos práticos, quanto à necessidade santa do trabalho e quanto ao facto de termos nas nossas mãos as ferramentas para o nosso aprimoramento espiritual. A integração na vida só vem do esforço interior. E se, em Nosso Lar, conhecemos Clarêncio, em Os Mensageiros, conhecemos o nobre Aniceto que nos mostra, em primeiro lugar, o quão é difícil prestar auxílio aos encarnados.
Citações
“Consideramos que toda a possibilidade construtiva vem do nosso Pai e esta convicção auxilia-nos a esquecer as exigências descabidas da nossa personalidade inferior” (p. 19).
“(…) todo acto de humildade e amor é respeitável e santo, e, incontestavelmente, o Senhor nos concederá bênçãos; no entanto, é imprescindível considerar que a manutenção e limpeza do vaso, para recolhê-las, é dever que nos assiste” (p. 25).
“(…) necessitamos de colaboradores fiéis, que não cogitem de condições, compensações e discussões, mas que se interessem pela sublimidade do sacrifício e de renunciação com o Senhor” (p. 39).
“A causa geral dos desastres mediúnicos é a ausência da noção de responsabilidade e da recordação do dever a cumprir” (p.42).
“A calúnia é uma serpente que ameaça o coração; entretanto, se a encararmos fortes e tranquilos, veremos, a breve tempo, que a serpente não tem vida própria” (p. 232).
“(…) Ninguém desrespeita a Natureza sem o doloroso choque de retorno, a todo tempo” (p. 253).
